De onde vem o manzai? Das celebrações de Ano-Novo à comédia de conversa
A história do manzai passa por cantos de Ano-Novo, humor em dupla e conversas sobre o cotidiano. Rádio, televisão e escolas de formação também fazem parte desse percurso.
Uma história que começa nas celebrações
O manzai de conversa tem raízes em apresentações de Ano-Novo que reuniam cantos de prosperidade e intervenções cômicas, segundo a história cultural apresentada pelo Conselho de Artes do Japão. O diálogo sobre assuntos cotidianos ganhou espaço, e o gênero alcançou público pelo rádio e pela televisão. Essa trajetória também inclui escolas de formação, como a NSC, da empresa de entretenimento Yoshimoto Kogyo.
Como o humor entrou na celebração de Ano-Novo?
A Biblioteca Digital de Cultura do Conselho de Artes do Japão descreve apresentações que desejavam prosperidade e vida longa às famílias. Entre as formas citadas, havia aquelas em que duas pessoas iam de casa em casa. Uma cantava, abria um leque e dançava; a outra acompanhava com um tambor e inseria frases engraçadas nos intervalos.
O material relaciona o riso à crença de que oferecê-lo às divindades atraía boa sorte. Nessa narrativa histórica, a manifestação foi deixando de se concentrar na celebração do Ano-Novo para dar protagonismo ao humor.
Quando a conversa passou ao primeiro plano?
A história apresentada pela Biblioteca Digital de Cultura destaca uma dupla que abandonou o formato anterior e passou a se apresentar de terno, fazendo comédia apenas com a conversa. Os assuntos vinham do cotidiano: o diálogo passou a sustentar a apresentação.
A mesma fonte registra a participação de alguém dedicado à escrita dos roteiros dessa dupla, que também fornecia textos novos a outras duplas. É um exemplo histórico da presença de trabalho autoral por trás das falas no palco.
Segundo a biblioteca, em 1933 a Yoshimoto Kogyo começou a empregar a grafia japonesa associada ao manzai moderno. Esse marco diz respeito à escrita do nome de uma arte que já vinha se transformando.
O que o rádio e a televisão mudaram?
Segundo a Biblioteca Digital de Cultura, a dupla que se destacou pelo formato baseado apenas na conversa alcançou popularidade nacional por meio de transmissões de rádio da NHK e de discos. O material também descreve a adaptação do manzai às emissoras comerciais de rádio e à televisão, com artistas populares ganhando espaço como personalidades do entretenimento.
A cronologia oficial da Yoshimoto Kogyo registra uma mudança da própria empresa em 1934. Inicialmente, havia receio de que oferecer apresentações gratuitas pelo rádio afastasse o público das salas de espetáculo. A empresa reviu essa posição, realizou transmissões e passou a investir na presença de artistas nos meios de comunicação.
Na mesma cronologia, a Yoshimoto descreve o período de 1980 a 1982 como uma fase de grande popularidade do manzai, acompanhada pelo aumento de programas coproduzidos com emissoras de televisão.
Como as escolas entram nessa história?
Segundo a história institucional da Yoshimoto Kogyo, a NSC, sua escola de formação artística, abriu em abril de 1982. A empresa explica a iniciativa pelo aumento de jovens que a procuravam para ingressar no entretenimento. Em 1995, abriu também a unidade de Tóquio.
Outra porta de entrada aparece em um relato em primeira pessoa. Nele, uma pessoa que trabalhava com comédia relembra como uma indicação permitiu sua entrada numa companhia teatral instalada em uma casa de espetáculos de Shinjuku. O artigo não informa o ano dessa experiência.
O que observar no próximo vídeo
Ao assistir a um número de manzai, observe como uma fala prepara a seguinte e como um assunto cotidiano se transforma em humor. A troca de palavras também pode ser apreciada como uma construção de cena.
Um jogo de repetir palavras
Quem tenta conduzir o jogo não consegue nem chegar à primeira pergunta.
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Legendas deste vídeo: tradução por IA a partir do japonês.