Causos de comediante

Hamaron conta: o desafio de pular corda da escola

Na escola de Hamaron, pular corda tinha até classificação por níveis. Um colega do segundo ano resolveu tentar o título de mestre.

Uma lembrança da escola de Hamaron

O comediante Hamaron relembra a escola onde estudou. Lá, as crianças subiam de nível na corda conforme aprendiam manobras mais difíceis ou atingiam determinadas metas de saltos.

Todo mundo pulava corda

Oi, eu sou o Hamaron.

Na minha escola, a gente pulava muita corda. Fazia parte até das aulas de educação física. Tinha menina que conseguia passar a corda três vezes por baixo dos pés num salto só. E havia uma classificação para quem pulava.

Tinha nível 1, nível 2... Conforme você conseguia fazer uma manobra mais difícil, ia subindo.

Um desses níveis era o de “mestre”. Para chegar lá, tinha que dar mil saltos seguidos do jeito normal: uma volta da corda a cada salto.

Aí um amigo meu resolveu tentar. Lá pelos seiscentos, setecentos saltos, ele fez uma cara de sofrimento e começou a dizer: “Tá doendo, tá doendo”.

A gente estava só no segundo ano. Normalmente, só o pessoal do quinto e do sexto conseguia virar mestre. E lá estava esse meu amigo, do segundo ano, tentando.

“Força! Não é hora de ficar dizendo que tá doendo!”

“Força, força!”

Aí ele falou: “Tá doendo, tá doendo a bunda”.

…Ué, a bunda? Não era o joelho? Era a bunda?

Ele conseguiu completar os mil saltos. Só que, de tanto pular, parece que o intestino desceu e uma parte acabou saindo para fora. Pelo visto, essa parte ficava roçando na calça, e era isso que doía.

No dia seguinte, ele foi internado e ficou uns dez dias sem ir à escola.

No ano seguinte, baixaram a exigência: para virar mestre, bastavam trezentos saltos.

Uma corda de pular com cabos brancos e corda listrada de verde e branco, sobre um fundo magenta.

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