Komiya-chan no alto do monte Fuji
Uma caminhada de horas, uma foto no topo e uma pausa para o almoço: Komiya-chan relembra uma subida ao monte Fuji no verão.
Uma lembrança de Komiya-chan
Neste relato, Komiya-chan se apresenta como integrante do Runner's High e relembra uma subida ao monte Fuji no verão. Ele saiu da quinta estação, um ponto de acesso às trilhas onde se pode chegar de carro. Na montanha, também há abrigos para os caminhantes.
Cinco, seis horas até o topo
Eu sou o Komiya-chan, do Runner's High.
Num verão, fui subir o monte Fuji. Da quinta estação até o topo, são cinco, seis horas de caminhada.
Se você vai achando que é moleza, passa um aperto.
Quando a gente chegou lá em cima, resolvemos tirar uma foto. Fiquei pelado, só com a mochila nas costas. Afinal, sou comediante.
Depois, enquanto a gente almoçava, as nuvens foram chegando. E veio a chuva, com os trovões roncando: “BRUUUM! BRUUUM!”
“Ih, vai dar ruim! Vai dar ruim! Vamos juntar as coisas e correr pro abrigo!”
A gente entrou correndo num abrigo de montanha.
“Ainda bem que deu tempo de chegar com a chuva fraca, né?”
“Ainda bem! Ainda bem!”
Só que, daí pra frente, eu não lembro de nada.
Nada mesmo.
Fui perguntar aos meus amigos. Pelo que eles me contaram, no instante em que entrei no abrigo, veio mais um “BRUUUM!”. Um raio caiu, a descarga se espalhou pelo chão e me atingiu em cheio.
Disseram que foi um “BUM!”, e eu fui arremessado uns três metros.
Fiquei inconsciente por mais ou menos uma hora. Fizeram de tudo pra me ajudar: regularam minha respiração, mantiveram minhas vias respiratórias desobstruídas...
Eu ouvia alguém chamando: “Você tá bem? Komiya-chan, você tá bem?”. Por sorte, fiquei bem.
Me disseram que a chance de uma pessoa ser atingida por um raio é de uma em um milhão.
Um homem em um milhão. Esse sou eu.
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